Floresta dos Mistérios mistura cultura popular, com Saci, Iara e Boitatá, e diversidade, quando nos apresenta três crianças com necessidades especiais como protagonistas, para falar sobre Sustentabilidade.

Eles se unem aos animais para salvar a Floresta de uma fábrica de celulares. A obra mostra a importância da natureza a partir dos seres que a protegem, e ao envolver as crianças, transmite a mensagem que elas podem e devem entrar na luta pelo meio ambiente!

Quer saber mais sobre o livro de Márcio Araújo, com ilustrações de , da editora Carochinha? Confira esta entrevista que o autor deu ao nosso blog!

Em Floresta dos Mistérios, crianças salvam a Floresta de um empreendimento que seria nocivo ao meio ambiente. Por que colocar crianças como protagonistas dessa história?

As crianças estão cada vez mais conscientes do mundo em que vivem. Elas que lembram os pais quando eles estão sujando ou estragando o planeta: “Não jogue lixo na rua”, “não desperdice água”, então, nada mais justo do que colocar as crianças como as protagonistas.

O livro se torna muito interessante porque você consegue unir várias temáticas, e uma delas é Diversidade: quando tomou a decisão de ter crianças com necessidades especiais?

Faz tempo que eu me interesso pela diversidade, em dar voz às minorias! Isso começou em 2008 quando escrevi o meu livro “Figurinha Carimbada”, que foi indicado ao Jabuti 2010. Num dos contos, eu falava de um menino que ficava cego e tinha que superar e aprender um novo jeito de viver. Depois, em 2015, escrevi uma peça de teatro e um livro sobre uma menina cega que sonhava ser detetive e o cãozinho Bóris que queria ser um cão-guia. Quando eles se encontravam, formavam uma dupla da pesada, os “Heróis à Vista”. O livro saiu pela editora Globo e é muito lindo! Daí, em 2018 eu quis ampliar essa voz às minorias, e tive a ideia de colocar três crianças com necessidades especiais como protagonistas. Mas eu criei uma história em que as diferenças delas se tornam a sua maior força! Só uma criança com deficiência auditiva não cai no canto da sereia Iara. E eu quero criar muitas outras histórias para dar voz a outras minorias. O mundo precisa ser bom para todo mundo. E eu acredito que as histórias ajudam a fazer um mundo melhor!

E em relação aos seres do nosso folclore, como podemos usar estes seres para tratar a temática da sustentabilidade?

Os seres do folclore são forças da natureza. Eles personificam a própria natureza nos avisando e mostrando como devemos cuidar da nossa casa que é o planeta terra. Muito antes da gente conseguir destruir a natureza, nós, seres humanos, já teremos deixado de existir. Então, ou a gente desperta e cuida da nossa casa com amor e respeito por todos os moradores: bichos, plantas, insetos, pedras, ou seremos nós que vamos pagar a conta. Os seres místicos do nosso folclore são mestres para nos ensinar a cuidar das florestas, das águas e de todos os bens naturais, que não são exclusivos dos humanos, mas bem naturais de todos que vivem acolhidos por nossa mãe Terra.

Por que devemos falar com as crianças desde bem pequenas sobre esse tema?

As crianças são a mudança, a transformação, e elas que vão ser as nossas líderes, presidentes, governantes do amanhã. Se elas não aprenderem amar e respeitar o planeta desde cedo, continuaremos esse ciclo de destruição. Mas, eu tenho a esperança e a confiança de que as sementes estão sendo plantadas, nos livros, nos meios de comunicação, nas escolas, e vamos transformar o mundo em um lugar acolhedor para todos. O amor é a grande chave da transformação! E ele está brotando em cada fresta de cimento, mesmo que pareça neste momento, que as coisas estão cada vez mais difíceis. Eu acredito que vamos conseguir aprender! E mudar! Muitos já entenderam isso. Estamos no caminho!

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